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ESTUDO SOBRE LITURGIA OU CULTO CRISTÃO

I - HISTÓRICO

1- No princípio do cristianismo, culto ou liturgia era a reunião em nome de Jesus para partir o pão. Igreja é assembléia dos que vivem pela salvação de Cristo.

Até Constantino não tinha-se uma definição clara sobre liturgia. Esse termo é expressão neo-testamentária, aplicada não só ao oficio sacerdotal da Antiga aliança, mas também à adoração de cristo. (Lc 1,23. Hb 9,21; 8,6
Liturgia significa ação do povo, não de sacerdotes ou pastores. No seu uso não religioso antigo, o termo representa uma ação política onde os ricos tomavam os lugares dos pobres, impossibilitados de contribuir . Daí compreende-se que na liturgia, a igreja age em nome do mundo, incapaz de adorar e glorificar a Deus.

2 – Culto como recaptulação da história da salvação.

2.1 – fundamentação cristológica da adoração da igreja

A vida de Jesus foi uma vida litúrgica, sacerdotal. A verdadeira glorificação de Deus na terra foi cumprida perfeitamente por Jesus. A questão da purificação do tempo aponta para a necessidade de uma nova liturgia (Jô. 2,13)
O culto cristão tem caráter temporal. Pedro fala no cristo como cordeiro sem defeito, conhecido antes da fundação do mundo e manifesto nos últimos tempos por amor dos eleitos. O ato perfeito de adoração que culmina no sacrifício da cruz e na ascensão é explorada por Jesus a partir de sua entrada na glória.
O culto da igreja é um memorial e um eco efetivo do culto messiânico. Fazei isto em memória de mim. É oferenda celestial perpétua. Daí deriva dois significados: 1o o culto terreno celebrado pela vida morte e glorificação do Cristo encarnado; 2o o culto celeste, que na gloria ele celebra até o dia do mundo vindouro.

3 – A presença de Cristo no culto e a epiklesis

J.Cristo inaugurou a adoração da igreja na instituição da ceia do Senhor. Onde dois ou três estiverem reunidos.....Mt 18,20. Em cada ato de adoração passa-se pela experiência do milagre da vinda do cristo ressurreto. A importância da reunião não era a fala, a refeição, mas sentir a vinda, a presença e a ação de Cristo ressuscitado.
O culto cristão é a forma mais vivida e visível da atualização de Cristo ( 1 cor. 14,23ss), conduzida pela fé. Essa presença só será completa com a presença da parousia.
4- Culto como recapitulação da historia da salvação

É um culto verdadeiro porque Jesus está presente como Senhor. O centro da história da salvação é a encarnação. Adoração ao pai celestial de natureza espacial não temporal, o mistério. É um aproximar a terra do céu. É um fenômeno alegre.

5 – Manifestação da Igreja

No culto a Igreja se manifesta e toma consciência de si mesma como comunidade batismal. Estabelece-se uma ruptura entre igreja e mundo, porque a igreja não é uma sociedade de caráter natural, mas uma escolha de Deus, e por isso de caráter sobrenatural.

O culto é o cerne da comunidade local: 1o – provoca a eclesialidade entre pessoas e igrejas. Ex. o presbitério, paróquias etc. 2o – o culto é a alma da igreja. Se ele cessa a igreja morre. E o complemento obrigatório do culto é a evangelização. O dia seguinte......a vivencia.

II – PRATICAS LITURGICAS

1- Assembléia litúrgicas

Existem 4 gruas dentro da expressividade cristã, quatro etapas dentro do seu desenvolvimento dinâmico:

sacramentos fundamentais implícitos ( a natureza, a humanidade, a história)
o dos sacramentos fundamentais explícitos ( a palavra, o Cristo, a Igreja, o pobre)
sacramentos particulares ou pessoais ( batismo, a eucaristia)
a liturgia.

É com a liturgia que a historia sagrada se encarna no dia a dia da vida da igreja.

-É na assembléia litúrgica que podemos assistir, de modo especial, à mais qualificada dessas manifestações, à eucaristia ou ceia.

2 - As formas litúrgicas

formas verbais ou principalmente verbais: predomina nelas a palavra falada. São as leituras, a pregação, os textos das orações e as composições poéticas.
- palavra que ser transforma em oração

Formas musicais: através da música a linguagem humana assume uma configuração peculiar que a potencializa ao Maximo graças à melodia, ao ritmo, à harmonia e ao acompanhamento oferecido pelos instrumentos.
- Os cantos mexem com os nossos sentimentos, sendo, bem mais profundo o impacto emocional. O ato litúrgico transforma-se em um acontecimento afetivo e emotivo e não apenas intelectual ou didático.

- É uma maneira certa e eficiente de abordarmos o inefável e o mistério , bem como as camadas mais profundas e mais envolventes do sobre-humano.

- Pode-se trazer para a liturgia todo sofrimento e dores do se humano. A cruz do Cristo que continua sofrendo na pessoas dos sofredores.

Formas simbólico-gesticuladas: movimentação corporal. Acionam os membros e sentidos do corpo para um contato íntimo e visível com aqueles símbolos que expressam beleza, mistério e arte.
-Os símbolos não se encontram na liturgia de modo estático, mas fazem parte dos atos litúrgicos, sendo captados e avivados por certos gestos ou movimentos dos indivíduos celebrantes: a água, por exemplo, transforma-se em purificadora e regeneradora mediante a imersão; os símbolos contidos nos frutos da terra passam a ser comida e bebida, sinal de fraternidade e comunhão; o óleo se transforma em unção e impregnação messiânica e em perfume que cristo diz não precisar ser poupado.( Maria); As lâmpadas são para serem acesas e iluminarem.

3 - Sensibilidades litúrgicas – os sentidos nas celebrações

Como colocar a serviço da liturgia nossos cinco sentidos?

O ouvido: tem a função de estabelecer a comunicação com outra pessoa. Ele acolhe a palavra do outro. A fé vem da pregação que se escuta (Rm10,17) Escutar significa muito mais do que ouvir. É algo muito mais dotado de atuação e compromisso. O objetivo de tudo o que escutamos na liturgia é a adesão a ela.

O Shema Israel é a pedra angular da liturgia judaica, repetida três vezes durante o dia: “Ouça Israel,Javé nosso Deus é o único Javé....(Dt 6,4-5)
O ouvido capta aquilo que a visão não consegue absorver.
O que sentimos quanto escutamos a palavra? Surge uma experiência de liberdade e de acolhimento, recolhimento ou concentração. É a partir da escuta que sentimos a vontade de falarmos e respondermos

Ver: Como é nosso olhar na comunidade? È por meio do nosso olhar que entramos em contato, acolhemos e somos acolhidos, que transmitimos alegrias ou sofrimentos. Deve-se transformar esse sentido em formas riquíssimas de comunicação ativas entre as pessoas na celebração. (1 Pd 2,5) Somos comunidade e sacerdócio de santos”. 9Hb 1,3.

Tocar: é através do sentido do tato, ou melhor, do contato que experimentamos essa comunhão de vida., esse novo tipo de comunidade, essa unidade e união que nos dá o fato de todos nós pertencermos a um mesmo corpo, constituindo de fato um único corpo, o corpo de cristo que é a Igreja. (Sl 139,1.5.9-10)

É o primeiro dos sentidos que se manifesta na vida dos seres humanos (o bebê no seio da mãe sente que é tocado e acariciado).
Jesus toca seus discípulos (Mt 17,7) no sentido de lhes inspirar confiança e em sinal de companhia e íntima união; Jesus tocava os doentes, as crianças, os pobres...Mt 9,29; Mc 6,5; Lc 13,13

Gosto: sabor ou saborear – é um sentido muito receptivo. Esta relacionado com o comer e o beber, com a ceia. Provem e vejam como Javé é bom” (Sl 34,9) “Vocês já experimentaram que o Senhor é bom” (1Pd 2,3) ou “Há pessoas que uma vez foram iluminadas, saborearam o dom do céu e participaram do Espírito Santo”Hb 6,4. O banquete escatológico de Isaias: 25,6.

Olfato: Podemos dizer que uma liturgia inodora, sem qualquer odor, aroma ou perfume, acaba sendo mutilada. Daí a importância das flores, do incenso e de outras ervas aromáticas provenientes da cultura.

Da mesma forma que o sabor, o perfume penetra imediatamente na pessoa. Enquanto símbolo religioso o perfume é expressão da revelação de Deus e da presença da salvação. Ex 29,7 Também significa oração e oferenda, coração contrito e arrependido:” suba minha prece como incenso à tua presença; minhas mãos erguidas, como oferta vespertina”(Sl 141,2) Ef 5,2; fl 4,18; 2 cor. 2,15

III - ESTRUTURA DO CULTO

1a parte liturgia de abertura

Esta parte tem como finalidade: introduzir na atmosfera do culto; estabelecer claramente em nome de quem e com que objetivo a comunidade se reúne.

Canto de entrada – não é indispensável mais é útil. Ocorre antes da saudação e da acolhida

Acolhida: é uma saudação informal. O que entra?

Dá boas vindas aos demais, faz a introdução ao tema dentro do ano litúrgico, saúda visitantes. Tudo isso ajuda a pessoa a sentir a presença do Senhor na comunidade reunida. A colhida informal é muito importante.

Saudação: é imprescindível. Trata-se de uma saudação formal. Tornou-se comum a fórmula: “em nome do Pai do Filho e do espírito Santo. Amém”. Pode se também a saudação apostólica. Rm 1,7;16,24; 15,5-6 1 cor. 1,3; Gl 1,3.

Esta também é importante: “ A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vocês”. A comunidade pode responder: contigo também.

Oração preparatória ou confissão de pecados: é um elemento litúrgico útil, mas não imprescindível. Há varia modalidades de fazer este momento. Pode ser uma confissão de pecado expressa por toda a comunidade, individualmente, cantada.... Deve-se sempre ter a oração conclusiva, implorando a misericórdia de Deus.

Glória ou louvor: é um alegre louvor prestado ao Deus trino. O louvor a trindade é o conteúdo do louvor. Pode-se também ser feito em forma de oração.

Oração de invocação, oração do dia ou coleta: è uma oração muito importante que encerra a liturgia de abertura. Pode ter essa estrutura: invocação – Senhor Deus Pai de.....

Ação de Deus no passado – Tu que conduzistes teu povo através da história..... súplica por atendimento – nós te pedimos, olha também para nós, para tua igreja.....finalidade – para que sejamos.....conclusão – doxologia com forma trinitária. Amém

LITURGIA DA PALAVRA
Três elementos fazem parte desse momento:

leituras bíblicas
interpretação
oração de intercessão.

Leituras: existe uma ordem de leituras a serem feitas a cada domingo ou dia festivo, dentro do ano eclesiástico ou litúrgico. Este calendário contem 3 partes: ano A, ano B e ano C. Mas isso não é regra rígida, podendo usar outros textos, dependendo da ocasião.

De acordo com o calendário, serão realizadas três leituras no culto:

*1a do antigo testamento.

- Cantos intermediários: no intervalo da primeira para a segunda leitura pode-se intercalar com o canto ou antífonas de salmos. Esses cânticos, antífonas, salmos... não precisam necessariamente ser acompanhado por musicas. Têm a função de deixar ecoar em nós a leitura que acabou de acontecer e preparar-nos para a leitura seguinte. São etapas de aprofundamento. Serve para ajudar a comunidade a “deixar ressoar” e meditar sobre a palavra lida. Esse momento já pode fazer parte da interpretação. ( pode-se ensaiar tais passos)

2a de uma epístola do Novo testamento,

3a do evangelho: a leitura do evangelho tem maior hierarquia entre as leituras bíblicas. Por isso existe uma preparação para isso que se chama aclamação ao evangelho. A liturgia de algumas igrejas faz a proclamação evangelho mais solenemente. Ex: Luteranos – Proclamação do Santo evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo....Resp: louvado seja Cristo.

A pregação ou interpretação se apoiará em uma das três leituras ou no conjunto delas. O fundamento básico da pregação deve ser as leituras. Não há necessidade de textos adicionais.

Se por razões se optar por usar duas leituras, uma será do Antigo Testamento ou de Epistola e outra do Evangelho.

Obs. Talvez seja mais importante nesse momento ouvir a proclamação da leitura atentamente do que acompanhar com os olhos. Quando se acompanha o texto com os olhos corremos o risco de ater-nos nas diferenças de traduções ou em alguns erros de leitura. Na pregação pode-se convidar as pessoas a acompanhar tendo a frente o texto.

Interpretação: ela é parte do culto e se deve orientar pelo todo do culto. Pode se feita como uma predica, ou seja, só o pregador fala; ou em forma partilhada, onde a assembléia não for muito numerosa. O Espírito Santo pode falar por várias pessoas, não só pelo pregador. O importante é a interpretação da palavra. Pode-se também interpretar através de dramatizações, jograis.....A meditação em silêncio. Temos dificuldades de ficar em silencio, parece ser perder tempo.

Meditar em silencio, no seio da comunidade reunida, sentimos, vibrando no ar e nos contagiando, a meditação das outras pessoas que, em pensamento e com o coração, andam conosco na mesma direção.

Credo: não é imprescindível

Oração de intercessão : ser faz imprescindível. È elemento presente desde os primórdios do culto cristão. Interceder é um serviço que a congregação reunida em culto não pode deixar de cumprir. São orações feitas pelas necessidades da igreja, do mundo, das famílias, das pessoas.....Pode ser feita espontânea ou lida. Após cada intercessão pode-se responder com o refrão de uma música apropriada.......

LITURGIA EUCARISTICA
Obs:quando não se faz a ceia não há liturgia eucarística. Quando se celebra a ceia, a liturgia eucarística é importante para ajudar a dar significado sobre o momento que se está vivenciando.

Passos da liturgia Eucarística:

a) Ofertório: A liturgia eucarística começa com o ofertório. Lembraríamos a tradição dos primeiros cristãos. O pão e o vinho são trazidos durante o canto de ofertório e apresentado a Deus. Importância da procissão de ofertas:

resgataria um ato litúrgico significativo praticado pela igreja dos primeiros séculos;
Ao marcar o inicio da liturgia da ceia, ajudaria a comunidade a sentir melhor a estrutura do culto;
Ilustra que se digna a usar os frutos da criação e obras de suas mãos, que nós lhe apresentamos, como veículo de sua graça;
Colocaria pessoas em movimento e ajudaria a comunidade a participar do culto com mais do que apenas a audição e a razão. Pode-se também apresentar outras ofertas como: pessoas, objetos representativos.....Aqui a vida pode entrar com força para dentro do culto.
b)oração eucarística: (ver anexo primeiro) Consagrar o pão e o vinho: consagrar significa, tornar sagrado. Consagrar pão e vinho, na ceia, significa apartar do uso comum, para que Deus use como veiculo de sua graça. Para os calvinistas, pão e vinho são sinais que ajudam as pessoas cristãs a se lembrar de Cristo e a experimentar a comunhão entre si. Calvino ensinou que Cristo está presente na ceia, mas de forma espiritual. Portanto, para os calvinistas, os elementos da ceia são sinais que apontam para uma experiência vivida em outra realidade.A palavra eucaristia é de origem grega e significa ação de graças. Se refere ao tipo de oração de mesa praticado pelos judeus e adotado deles por Jesus.

O centro da liturgia eucarística é uma refeição. A oração Eucarística é a oração de mesa dessa refeição. As palavras não são formulas, mas devem ser uma , no mais rigoroso sentido, um a oração que a comunidade dirige a Deus. Algumas parte dessa oração: prefacio ou ação de graças, narrativa da instituição da ceia do Senhor ( recontar diante de Deus o relato da última ceia, atualizar) Anamnese: Seria um momento em que se recorda aspectos essenciais da vida de Jesus e que se está oferecendo o pão e o vinho por ordem Dele; Epiclese: este termo designa o pedido ao Pai para que envie o Espírito Santos. Ex: Te pedimos, ó Deus que teu Espírito Santo venha sobre o pão e o vinho......Doxologia: quer dizer, louvor, ação de graças. È uma doxologia trinitária, de uma exaltação da trindade.

c) A oração do Pai-nosso: desde os primórdios do culto cristão, o Pai-nosso fez parte da liturgia da Eucaristia. Isto porque três de suas súplicas tem ligação temática com a ceia:

“Venha a nós o teu reino”
“O pão nosso de cada dia nos dá hoje;
“e perdoa-nos as nossas dividas”.
Gesto da paz: é uma saudação entre as pessoas. O Novo Testamento menciona seguidamente como saudação o “ósculo Santo”( um beijo na face) Rm 16,16; 1cor. 16,20. O gesto de paz não é saudação a outra pessoa, porque somos amigos...Eu saúdo a outra pessoa porque está para receber, como eu, a mesma entrega de Jesus por nós. Mt 5,23-24; Tg 5,16. Era um momento também de reconciliação entre as pessoas.

d) fração do pão: É bastante significativo partir o pão no momento da elevação, podendo pronunciar a benção de 1cor 10,16-17. Com isso atualizamos o gesto de Jesus na ultima ceia, o encontro com os discípulos de Emaús....

e) Cordeiro de Deus: João Batista vê Jesus chegando e diz: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” Jô 1,29. Ao cantar ou dizer essa frase, a comunidade reconhece e aclama no pão partido a presença de Jesus que dá a nós.

f) Distribuição da ceia: Depende da realidade de cada comunidade. Mas é importante criar um ambiente propício.

LITURGIA DE DESPEDIDA
É breve, constitui-se apenas de bênção e envio. No envio é importante que o oficiante impila a comunidade para sair e servir ao Senhor no mundo. Ex: Ide em paz e servi ao Senhor

FRAGMENTOS SOBRE A EUCARISTIA NO PENSAMENTO DAS IGREJAS REFORMADAS

(Baseado no livro de J.J. Von Allmen. O culto cristão: teologia e prática)

Obs: Segundo J.J Von Allmen a tradição calvinista seguia uma linha na escolha dos textos para a liturgia, chamada de lectio continua, isto é, a leitura de uma epístola ou de um livro inteiro. Essa era um primeira modalidade. Numa segunda modalidade, seria a lectio selecta, que consiste escolher de maneira descontinua, os textos a serem lidos, porém, de forma mais sistemática. Este último método prevaleceu sobre o primeiro e é usado pelas igrejas, ortodoxa, luterana, anglicana e católicos. Continua o autor, “em nosso meio reformado, esse método dissemina-se cada vez mais (disso são provas as freqüentes perícopes anexadas às nossas liturgias, o que de resto, deve ser razão de júbilo, desde que não termine por abolir completamente a lectio continua”. (o culto cristão: teologia e prática)

Ele cita atos 42, onde os primeiros cristão celebravam a ceia regularmente; atos 20,7 – os critãos de Trôade também se reunião com essa finalidade. Existia um vínculo quase automático entre o dia do Senhor e o partir do pão. Continua, essas citações demonstram que a ceia é parte integrante da liturgia dominical. Na Europa central, no final da Idade Média, especialmente nas igrejas catedrais, havia, ao lado do oficio eucarístico, cultos homiléticos, chamados pronaus, por certos sacerdotes que vieram exercer uma influência importante na reforma da Suíça alma. Foi esse oficio sem eucaristia que se tornou, de certa forma, o protótipo do culto reformado, ao menos o de tipo alemão. Depois da reforma, Lutero e também a igreja anglicana preservou a eucaristia dominical, sendo abolida pela igreja reformada. Por que o fizeram?

Talvez pela consciência de que a Eucaristia subentende a comunhão de fiéis;
Por motivos geográficos, estavam muito próximo dos católicos, então era necessário que o culto fosse bem diferente da missa.
Possível mal-estar psicológico
Uma certa indiferença teológica em relação o sacramento mesmo e a sua necessidade. Diz Barth: “ Como foi possível entender de modo deficiente a Igreja reformada, e como foi possível `a própria igreja reformada entender-se a si mesma de modo tão defeituoso, se mais tarde parecia que ela era uma igreja sem sacramento, ou até mesmo hostil a eles”?
A Eucaristia é necessária ao culto, e por quê?

Primeiro, é necessário porque Cristo o instituiu a ceia e deu a igreja ordem para celebrá-la. A ordem de Cristo em relação a ceia é de caráter litúrgico, enquanto o de evangelizar é de caráter apostólico.

Pode-se afirmar que a Eucaristia é tão necessária à pregação quanto a cruz é ao ministério de Jesus.

 

 

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