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Uma forma de Celebrar a vida
Ao nascer, seres humanos são igualmente indefesos, passando a adaptar-se lentamente a novas situações fora do ambiente quentinho, super protegido de quando estavam na barriga de sua mãe.
Diferentemente dos animais, os seres humanos são totalmente independentes até atingirem certa idade. Na reflexão do Dia dos Pais, o Rev Adalto Magalhães abordou algo nesse sentido. Ele disse que: “uma criança ao nascer não tem as mesmas habilidades de um animal”, por exemplo, das habilidades de um bezerro, que por sua vez ao nascer, totalmente independente, pode ficar de pé, sair andando e ir em busca do seu alimento. Não necessariamente precisa da ajuda de alguém. Ao contrário, a criança precisa de um tempo maior, um mês, uma semana, um ano para desenvolver-se. Enquanto isso não acontece, a criança precisa da ajuda da mãe para levá-la ao peito, para alimentá-la.
O ser humano nasce totalmente dependente de tudo. Sua dependência começa cedo, na primeira hora de vida. Ele tem que ser amamentado.
A amamentação favorece um contato íntimo entre mãe e filho. Como não poderia deixar de lembrar, o tema da amamentação está em evidência, e, enquanto o Rev. Adalto ministrava sua palavra com ênfase, no dia dos pais, refletia sobre o ato de amamentar, que é um ato de amor. Então, resolvi abordar um pouco sobre essa experiência ou sentido da vida.
Como mãe pela segunda vez. Desta, amamentando Davi, meu filho de três meses, sinto um elo muito forte entre nós. Amamentar estabelece contatos. A partir desse alimento que está dando sustento à sua vida, vão surgindo mudanças, transformações, crescimento.
A idéia é essa! De vida, amor, compreensão, carinho, afetividade, sustentação, intimidade, presença, paz...Valores que começam cedo e a criança irá carregá-los por toda vida.
O elo entre a mãe e o bebê é o sentido da vida – é a batida de um coração. Como bem enfatiza Gonzaguinha em sua canção: O que é, o que é? E a vida, ela é a batida de um coração. É maravilha ou é sofrimento? Também é. E continua: Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo (...) Há quem fale que é um divino mistério profundo, é o sopro do Criador numa atitude repleta de amor. Gonzaguinha foi muito feliz ao expressar seu sentimento sobre o que é a “vida”.
Quando amamento, sinto a doação da vida, sinto que estou me aproximando mais e mais do meu filho. Vou lhe descobrindo, descobrindo detalhes na fixação do seu olhar, em cada olhar diferente, o olhar é mesmo um espelho. Vou lhe descobrindo através da expressão do rosto, face a face do sorriso de satisfação, no sugar do seio, no pegar e apalpar o peito como se fosse ordenhar.
Amamentar é de fato um processo natural, muito bonito e gostoso deixado pelo Criador para nós mães. Enquanto passamos por este processo, sentimos cada vez mais a presença de Deus, e a certeza de sua existência. Então dizemos enquanto amamentamos: Obrigada Deus por essa criança, pela sua existência. Bobas! Choramos, nos emocionamos de alegria de felicidade. Oramos baixinho: Deus te proteja e te abençoe, meu filho. Qual mãe não faz isso?
Quando voltamos para a Bíblia recitamos os Salmos. Salmo 23 – O Senhor é meu pastor e nada me faltará. O Salmo 139, que mostra a onipresença e a onipotência de Deus, diz: Senhor, tu me sondas e me conheces...
Mas adiante, em Mateus 19:14, Jesus disse: Deixai vir a mim as criancinhas, e não as impeçais, porque o Reino dos Céus é para aqueles que se lhes assemelham ou outra versão “...porque das tais é o Reino dos Céus.”. Muito interessante é a referencia da letra do Hino “Vinde meninos”, com o texto bíblico citado. “Vinde meninos, vinde a Jesus, Ele ganhou-vos bênçãos na Cruz. Aos pequeninos Ele conduz. Oh vinde ao Salvador. Que alegria sem pecado ou mal (...) Na Santa Pátria, Celestial, com Cristo Salvador.
Ressalto ainda: “Um hino de Glória ao Senhor”. Qual o adorno dessa vida? É o amor, é o amor” e daí vai. Não faltam canções para confirmar e celebrar a vida. Para agradecer ao Criador por essa atitude repleta de amor.
Uma forma de celebrar a vida, de dar continuidade à mesma, é o desejo de querer que crianças tenham vida abundante. Isso ocorre devido a preocupação constante de apoio às mães e famílias no cuidado com os bebês. Campanhas freqüentes estão sendo feitas sobre a importância do aleitamento. É importante acrescentar que o leite materno funciona como uma verdadeira vacina, protege a criança de várias doenças, sem contar os benefícios que traz para o resto da vida.
Pesquisas indicam que o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida pode evitar, anualmente, 1,3 milhões de mortes de crianças menores de 5 anos. Os bebês até os seis meses não precisam de nenhum outro alimento. Só após essa idade, deverá ser dada a alimentação complementar, porém, o leite materno deve continuar até o segundo ano de vida da criança ou mais.
Amamentar os bebês imediatamente após o nascimento pode reduzir consideravelmente a mortalidade neonatal. O aleitamento materno na primeira hora de vida é importante tanto para o bebê quanto para a mãe, pois, auxilia nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia.
Bebês ficam menos doentes e são mais bem nutridos. “Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será. Mas isso não importa (...) É bonita, é bonita, é bonita.”
Agradeço a Deus por mais esta oportunidade de poder celebrar a VIDA!
REFERÊNCIA:
Bíblia Sagrada
http://www.unicef.org/brasil/pt/actividades_1003.htm - acesso:18.08.2009
Clariezer Araujo dos Santos
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